Geometria analítica: resoluções da lista, volume 1
Exercícios resolvidos com enunciado, método, passos e resposta: vetores, norma e produto escalar.
Objetivo
Treinar vetores, norma, ângulo e projeção com o método e os passos de cada exercício.
Geometria analitica resolucoes da lista volume 1
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Objetivo
O material inteiro, para ler aqui ou ouvir com o leitor do navegador. As fórmulas aparecem em linha, como (x − 1)/(x − 2); no PDF elas estão montadas.
LISTA DE EXERCÍCIOS DA P1, GEOMETRIA ANALÍTICA
Caderno de resoluções · Volume 1
Vetores, norma e produto escalar
Capítulo 2 (exercícios 1 a 15) e Capítulo 3 (exercícios 1 a 41), resolvidos passo a passo
Guia da P1 · Autor: Ulysses Cesar · Curso de Engenharia Civil
O QUE É ESTE CADERNO
A Lista de Exercícios para a P1 que o professor postou no Classroom é um recorte dos "Problemas Propostos" do livro de Steinbruch e Winterle: 15 exercícios do capítulo 2 e 75 do capítulo 3. O arquivo traz as respostas no fim, mas não traz as contas.
Este caderno traz as contas. Cada exercício aparece com o enunciado, o método, os passos e a resposta, e a resposta foi conferida contra o gabarito do livro, e, em seguida, recalculada de forma independente.
Volume 1 (este): capítulo 2 inteiro e capítulo 3 até o exercício 41, vetores, norma, produto escalar, ângulo e projeção.
Volume 2: capítulo 3, exercícios 42 a 75, produto vetorial, área, produto misto e volume.
DUAS CORREÇÕES NO GABARITO DO LIVRO
Encontradas ao refazer as contas. Não são erro seu se você chegar a outra coisa:
Exercício 33. O gabarito imprime (10/9)(2, 1, −1). O correto é (10/9)(2, 1, −2), a projeção sobre v é sempre múltipla de v, e v = (2, 1, −2).
Exercício 45 (Volume 2). O gabarito imprime x(3, 7, 1); a conta direta dá (9, 21, 3), que é 3·(3, 7, 1). São a mesma reta, mas o vetor pedido é o segundo.
COMO USAR
Não leia as resoluções antes de tentar. O ganho está em tentar, travar, e só então abrir. Se você ler primeiro, o exercício vira leitura, e leitura não treina execução, que é o que a prova mede.
Sugestão de ritmo: cinco exercícios por sessão, tentando cada um por no máximo cinco minutos antes de abrir a resolução.
COMO LER OS SÍMBOLOS DESTE MÓDULO
Nenhum símbolo aqui é decoração: cada um substitui uma frase inteira. Se travar na leitura de uma equação, volte a esta tabela.
Símbolo · Lê-se · O que é
π · pi · número fixo ≈ 3,1416. Razão entre a circunferência e o diâmetro.
ℝ · erre, conjunto dos reais · todos os números da reta: inteiros, frações e irracionais.
θ · teta · letra grega. Nomeia um ângulo, quase sempre o ângulo entre dois vetores.
α · alfa · letra grega. Ângulo, normalmente o ângulo diretor com o eixo x.
β · beta · letra grega. Ângulo diretor com o eixo y.
γ · gama · letra grega. Ângulo diretor com o eixo z.
√ · raiz quadrada · pergunta qual número, multiplicado por ele mesmo, dá o que está sob o traço.
· · vezes · multiplicação. Usa-se o ponto para não confundir com a letra x.
× · vezes · multiplicação.
± · mais ou menos · as duas contas valem: uma com +, outra com −.
≠ · diferente de · não é igual.
≈ · aproximadamente igual a · valor arredondado, não exato.
⟹ · implica · se o lado esquerdo vale, então o direito também vale.
⟺ · se e somente se · os dois lados valem juntos: um garante o outro, nos dois sentidos.
⟨ · produto escalar (interno), escreve-se ⟨u, v⟩ · ⟨u, v⟩ multiplica coordenada por coordenada e soma. Devolve um NÚMERO. Dá zero exatamente quando os vetores são perpendiculares.
∧ · produto vetorial (externo), escreve-se u ∧ v · u ∧ v devolve um VETOR perpendicular aos dois. O comprimento dele é a área do paralelogramo.
| · módulo, ou norma, escreve-se |v| · |v| é o comprimento do vetor v; |x| é a distância de x até zero. Nunca é negativo.
⊥ · perpendicular a · formam ângulo de 90°.
∥ · paralelo a · têm a mesma direção.
∈ · pertence a · o elemento está dentro do conjunto.
∎ · fim da demonstração · marca o ponto em que a prova terminou.
cos · cosseno · cateto adjacente dividido pela hipotenusa.
proj · projeção · a sombra de um vetor na direção de outro.
² (expoente 2) · ao quadrado · o número multiplicado por ele mesmo. x² é x·x.
i, j, k · i, j, k · os três vetores de comprimento 1 que apontam ao longo dos eixos x, y e z.
CAPÍTULO 2, VETORES NO PLANO E NO ESPAÇO
Estes quinze exercícios estão nas páginas 37 e 38 do PDF da Lista, e o gabarito na página 38. Vários deles o professor resolve à mão no PDF Anotações da Aula de Revisão.
1 Extremidade de um segmento
Determinar a extremidade do segmento que representa o vetor v = (2, −5), sabendo que sua origem é o ponto A(−1, 3).
Método. Se o segmento vai de A até B e representa v, então AB = v, ou seja B − A = v. Isole B.
B = A + v =(−1, 3)+(2, −5)=(−1+2, 3−5)
Resposta: B = (1, −2).
Confira: B − A = (1−(−1), −2−3) = (2, −5) (confere)
2 Isolar um vetor numa equação
Dados u = (3, −1) e v = (−1, 2), determinar w tal que:
(a) 4(u − v) + ⅓w = 2u − w
(b) 3w − (2v − u) = 2(4w − 3u)
Método. Trate como equação do 1º grau, com w no lugar da incógnita. Isole w e só então substitua as coordenadas.
Item (a)
Primeiro os coeficientes. Passando os w para a esquerda e o resto para a direita:
⅓w + w = 2u − 4(u − v)⟹(4/3)w = 2u − 4u + 4v = −2u + 4v
w =(3/4)(−2u + 4v)= −(3/2)u + 3v
Agora as coordenadas: u = (3, −1) e v = (−1, 2).
w = −(3/2)(3, −1)+ 3(−1, 2)=(−9/2, 3/2)+(−3, 6)
Resposta: w = (−15/2, 15/2).
Item (b)
3w − 2v + u = 8w − 6u ⟹ 3w − 8w = −6u − u + 2v ⟹ −5w = −7u + 2v
w =(7/5)u −(2/5)v =(7/5)(3, −1)−(2/5)(−1, 2)=(21/5, −7/5)+(2/5, −4/5)
Resposta: w = (23/5, −11/5).
3 Combinações de vetores definidos por pontos
Dados A(−1, 3), B(2, 5) e C(3, −1), calcular OA − AB, OC − BC e 3BA − 4CB.
Método. OA é o vetor da origem até A, ou seja, as próprias coordenadas de A. Os demais saem de "ponta menos origem".
Vetor · Conta · Resultado
OA · coordenadas de A · (−1, 3)
AB · B − A = (2−(−1), 5−3) · (3, 2)
OC · coordenadas de C · (3, −1)
BC · C − B = (3−2, −1−5) · (1, −6)
BA · A − B = (−1−2, 3−5) · (−3, −2)
CB · B − C = (2−3, 5−(−1)) · (−1, 6)
Agora as três combinações:
OA − AB =(−1, 3)−(3, 2)=(−4, 1)
OC − BC =(3, −1)−(1, −6)=(2, 5)
3BA − 4CB = 3(−3, −2)− 4(−1, 6)=(−9, −6)−(−4, 24)=(−5, −30)
4 Existem escalares que ligam dois vetores?
Dados u = (3, −4) e v = (−9/4, 3), verificar se existem números a e b tais que u = av e v = bu.
Método. Igualdade de vetores é igualdade coordenada a coordenada. Monte o sistema.
De u = av: (3, −4) = a(−9/4, 3), isto é
3 = −(9/4)a ⟹ a = −4/3 e −4 = 3a ⟹ a = −4/3
As duas equações dão o mesmo a. Logo a = −4/3 existe.
De v = bu: (−9/4, 3) = b(3, −4), isto é
−9/4 = 3b ⟹ b = −3/4 e 3 = −4b ⟹ b = −3/4
Resposta: a = −4/3 e b = −3/4. Os vetores são paralelos, e cada um é múltiplo do outro.
5 Escrever um vetor como combinação de outros dois
Dados u = (2, −4), v = (−5, 1) e w = (−12, 6), determinar k₁ e k₂ tais que w = k₁u + k₂v.
Método. Escreva a igualdade em coordenadas e resolva o sistema 2×2.
(−12, 6)= k_1(2, −4)+ k_2(−5, 1)=(2k_1 − 5k_2 , −4k_1 + k_2)
Sistema:
2k_1 − 5k_2 = −12 e −4k_1 + k_2 = 6
Da segunda: k₂ = 6 + 4k₁. Substituindo na primeira:
2k_1 − 5(6 + 4k_1)= −12 ⟹ 2k_1 − 30 − 20k_1 = −12 ⟹ −18k_1 = 18 ⟹ k_1 = −1
E então k₂ = 6 + 4(−1) = 2.
Resposta: k₁ = −1 e k₂ = 2.
6 Achar um ponto a partir de uma igualdade de vetores
Dados A(−1, 3), B(1, 0), C(2, −1), determinar D tal que DC = BA.
Método. Escreva os dois vetores e iguale. Cuidado: em DC, o D é a origem, então DC = C − D.
BA = A − B =(−1−1, 3−0)=(−2, 3)
DC = C − D =(2 − x(D), −1 − y(D))
Igualando:
2 − x(D)= −2 ⟹ x(D)= 4 e −1 − y(D)= 3 ⟹ y(D)= −4
Resposta: D = (4, −4).
ESTE É UM DOS EXERCÍCIOS RESOLVIDOS À MÃO PELO PROFESSOR
Na página 1 das Anotações da Aula de Revisão ele faz exatamente esta conta, e escreve ao lado, em azul: "ponto ↔ par ordenado". É o aviso de que D é um ponto, mas entra na conta como par ordenado.
7 Ponto médio, sem usar a fórmula do ponto médio
Dados A(2, −3, 1) e B(4, 5, −2), determinar o ponto P tal que AP = PB.
Método. Chame P = (x, y, z), monte os dois vetores e iguale coordenada a coordenada.
AP = P − A =(x−2, y+3, z−1)PB = B − P =(4−x, −5−y, −2−z)
Equação · Resolvendo · Resultado
x − 2 = 4 − x · 2x = 6 · x = 3
y + 3 = −5 − y · 2y = −8 · y = −4
z − 1 = −2 − z · 2z = −1 · z = −1/2
Resposta: P = (3, −4, −1/2).
Observação: P é o ponto médio de AB, o que era esperado, já que o deslocamento de A até P é igual ao de P até B.
8 Múltiplo de um vetor entre pontos
Dados A(−1, 2, 3) e B(4, −2, 0), determinar P tal que AP = 3AB.
Método. Isole P: se P − A = 3(B − A), então P = A + 3(B − A).
AB = B − A =(5, −4, −3)3AB =(15, −12, −9)
P = A + 3AB =(−1, 2, 3)+(15, −12, −9)
Resposta: P = (14, −10, −6).
9 Equação vetorial simples
Determinar v sabendo que (3, 7, 1) + 2v = (6, 10, 4) − v.
Método. Junte os v de um lado.
2v + v =(6, 10, 4)−(3, 7, 1)⟹ 3v =(3, 3, 3)
Resposta: v = (1, 1, 1).
10 Combinação linear no espaço
Encontrar a₁ e a₂ tais que w = a₁v₁ + a₂v₂, sendo v₁ = (1, −2, 1), v₂ = (2, 0, −4) e w = (−4, −4, 14).
Método. Sistema com três equações e duas incógnitas. Use as duas mais simples e confira na terceira.
(−4, −4, 14)= a_1(1, −2, 1)+ a_2(2, 0, −4)
Coordenada · Equação
x · a₁ + 2a₂ = −4
y · −2a₁ = −4
z · a₁ − 4a₂ = 14
Da equação de y: a₁ = 2. Substituindo na de x: 2 + 2a₂ = −4 ⟹ a₂ = −3.
Conferindo na de z: 2 − 4(−3) = 2 + 12 = 14 (confere)
Resposta: a₁ = 2 e a₂ = −3.
11 Paralelismo com incógnitas
Determinar a e b de modo que u = (4, 1, −3) e v = (6, a, b) sejam paralelos.
Método. Paralelos ⟺ coordenadas proporcionais. Monte a cadeia de razões.
4/6 = 1/a = −3/b
Da primeira igualdade: 4a = 6 ⟹ a = 3/2
Da segunda: 4b = 6·(−3) = −18 ⟹ b = −9/2
Resposta: a = 3/2 e b = −9/2.
12 Pontos colineares
Verificar se são colineares os pontos: (a) A(−1, −5, 0), B(2, 1, 3), C(−2, −7, −1); (b) A(2, 1, −1), B(3, −1, 0), C(1, 0, 4).
Método. A, B e C são colineares ⟺ AB ∥ BC. Teste a proporcionalidade por multiplicação cruzada, que não quebra se alguma coordenada for zero.
Item (a)
AB = B − A =(3, 6, 3)BC = C − B =(−4, −8, −4)
Cruzando os dois primeiros pares: 3·(−8) = −24 e 6·(−4) = −24. Iguais. E o terceiro par confirma. Aliás, BC = −(4/3)·AB.
Resposta (a): sim, são colineares.
Item (b)
AB = B − A =(1, −2, 1)BC = C − B =(−2, 1, 4)
Cruzando: 1·1 = 1 e (−2)·(−2) = 4. Diferentes.
Resposta (b): não são colineares.
13 Colinearidade com incógnitas
Calcular a e b de modo que sejam colineares os pontos A(3, 1, −2), B(1, 5, 1) e C(a, b, 7).
Método. Monte AB e BC e imponha proporcionalidade. A coordenada z é a única totalmente conhecida nos dois, comece por ela.
AB = B − A =(−2, 4, 3)BC = C − B =(a−1, b−5, 6)
Pela terceira coordenada, a razão é 6/3 = 2. Logo BC = 2·AB:
a − 1 = 2·(−2)= −4 ⟹ a = −3
b − 5 = 2·4 = 8 ⟹ b = 13
Resposta: a = −3 e b = 13.
14 Provar que quatro pontos formam um paralelogramo
Mostrar que A(4, 0, 1), B(5, 1, 3), C(3, 2, 5) e D(2, 1, 3) são vértices de um paralelogramo.
Método. Um quadrilátero é paralelogramo quando um par de lados opostos é paralelo e de mesmo comprimento, o que, em vetores, é simplesmente AB = DC.
AB = B − A =(5−4, 1−0, 3−1)=(1, 1, 2)
DC = C − D =(3−2, 2−1, 5−3)=(1, 1, 2)
Como AB = DC, os lados AB e DC são paralelos e têm o mesmo comprimento. Logo ABCD é um paralelogramo. ∎
Observação: provar com um par de lados basta; não é preciso testar o outro par.
15 Ponto simétrico
Determinar o simétrico do ponto P(3, 1, −2) em relação ao ponto A(−1, 0, −3).
Método. "Simétrico em relação a A" significa que A é o ponto médio entre P e o simétrico P′. Então A = (P + P′)/2, e portanto P′ = 2A − P.
P′ = 2(−1, 0, −3)−(3, 1, −2)=(−2, 0, −6)−(3, 1, −2)
Resposta: P′ = (−5, −1, −4).
CAPÍTULO 3, PRODUTOS DE VETORES (EXERCÍCIOS 1 A 41)
Do exercício 1 ao 41 o assunto é produto escalar: norma, ângulo, ortogonalidade, cossenos diretores e projeção. Estão nas páginas 91 a 93 do PDF da Lista; o gabarito, nas páginas 97 e 98.
1 Equação com produto escalar e incógnita
Dados u = (1, a, −2a−1), v = (a, a−1, 1) e w = (a, −1, 1), determinar a de modo que ⟨u, v⟩ = ⟨u+v, w⟩.
Método. Calcule os dois lados em função de a e iguale.
Lado esquerdo:
⟨u, v⟩ = 1·a + a(a−1)+(−2a−1)·1 = a + a^2 − a − 2a − 1 = a^2 − 2a − 1
Lado direito. Primeiro u + v = (1+a, 2a−1, −2a):
⟨u+v, w⟩ =(1+a)a +(2a−1)(−1)+(−2a)(1)= a + a^2 − 2a + 1 − 2a = a^2 − 3a + 1
Igualando:
a^2 − 2a − 1 = a^2 − 3a + 1 ⟹ a = 2
Resposta: a = 2.
2 Isolar um vetor com produto escalar dentro
Dados A(−1, 0, 2), B(−4, 1, 1) e C(0, 1, 3), determinar x tal que 2x − AB = x + ⟨BC, AB⟩·AC.
Método. Note que ⟨BC, AB⟩ é um número, não um vetor. Isole x normalmente.
2x − x = AB + ⟨BC, AB⟩·AC ⟹ x = AB + ⟨BC, AB⟩·AC
Os vetores:
AB =(−3, 1, −1)BC =(4, 0, 2)AC =(1, 1, 1)
O escalar:
⟨BC, AB⟩ = 4(−3)+ 0(1)+ 2(−1)= −12 − 2 = −14
Substituindo:
x =(−3, 1, −1)− 14(1, 1, 1)=(−3−14, 1−14, −1−14)
Resposta: x = (−17, −13, −15).
3 Equação vetorial
Determinar v sabendo que (3, 7, 1) + 2v = (6, 10, 4) − v.
É o mesmo exercício 9 do capítulo 2. Resposta: v = (1, 1, 1).
4 Versor de uma combinação
Dados A(1, 2, 3), B(−6, −2, 3) e C(1, 2, 1), determinar o versor do vetor 3BA − 2BC.
Método. Monte o vetor, calcule a norma, divida.
BA = A − B =(7, 4, 0)BC = C − B =(7, 4, −2)
3BA − 2BC =(21, 12, 0)−(14, 8, −4)=(7, 4, 4)
|(7, 4, 4)| = √(49 + 16 + 16)= √81 = 9
Resposta: versor = (7/9, 4/9, 4/9).
5 Verificar se são unitários
Verificar se são unitários u = (1, 1, 1) e v = (1/√6, −2/√6, 1/√6).
|u| = √(1+1+1)= √3 ≈ 1,73 ≠ 1
|v| = √(1/6 + 4/6 + 1/6)= √(6/6)= √1 = 1
Resposta: u não é unitário; v é unitário.
6 Achar a coordenada que torna o vetor unitário
Determinar n para que v = (n, 2/5, 4/5) seja unitário.
n^2 + 4/25 + 16/25 = 1 ⟹ n^2 = 1 − 20/25 = 5/25 = 1/5
n = ±1/√5 = ±√5/5
Resposta: n = ± √5/5.
7 Norma dada, com incógnita
Seja v = (m+7)i + (m+2)j + 5k. Calcular m para que |v| = √38.
Método. Eleve os dois lados ao quadrado, some sempre isso antes de qualquer coisa, para eliminar a raiz.
(m+7)^2 +(m+2)^2 + 25 = 38
m^2 + 14m + 49 + m^2 + 4m + 4 + 25 = 38 ⟹ 2m^2 + 18m + 40 = 0 ⟹ m^2 + 9m + 20 = 0
Discriminante: 81 − 80 = 1. Raízes: m = (−9 ± 1)/2.
Resposta: m = −4 ou m = −5.
8 Norma de uma combinação, com incógnita
Dados A(1, 0, −1), B(4, 2, 1) e C(1, 2, 0), determinar m para que |v| = 7, sendo v = m·AC + BC.
AC = C − A =(0, 2, 1)BC = C − B =(−3, 0, −1)
v = m(0, 2, 1)+(−3, 0, −1)=(−3, 2m, m−1)
9 + 4m^2 +(m−1)^2 = 49 ⟹ 9 + 4m^2 + m^2 − 2m + 1 = 49 ⟹ 5m^2 − 2m − 39 = 0
Discriminante: 4 + 780 = 784 = 28². Raízes: m = (2 ± 28)/10.
Resposta: m = 3 ou m = −13/5.
9 Distância entre pontos com incógnita
Dados A(3, m−1, −4) e B(8, 2m−1, m), determinar m de modo que |AB| = √35.
AB = B − A =(5, m, m+4)
25 + m^2 +(m+4)^2 = 35 ⟹ 25 + m^2 + m^2 + 8m + 16 = 35 ⟹ 2m^2 + 8m + 6 = 0 ⟹ m^2 + 4m + 3 = 0
Resposta: m = −1 ou m = −3.
10 Perímetro de um triângulo
Calcular o perímetro do triângulo de vértices A(0, 1, 2), B(−1, 0, −1) e C(2, −1, 0).
Método. Perímetro é a soma das três normas.
Lado · Vetor · Conta · Medida
AB · (−1, −1, −3) · √(1+1+9) · √11
BC · (3, −1, 1) · √(9+1+1) · √11
AC · (2, −2, −2) · √(4+4+4) · √12 = 2√3
Resposta: perímetro = 2√11 + 2√3 = 2(√11 + √3) ≈ 10,10.
11 Ponto do eixo x equidistante de dois pontos
Obter um ponto P do eixo das abscissas equidistante dos pontos A(2, −3, 1) e B(−2, 1, −1).
Método. P está no eixo x, logo P = (x, 0, 0). Iguale as distâncias ao quadrado, evita raízes.
(x−2)^2 + 9 + 1 =(x+2)^2 + 1 + 1
x^2 − 4x + 4 + 10 = x^2 + 4x + 4 + 2
Agora cancele o que aparece idêntico nos dois lados: o x² e o +4. Sobra:
−4x + 10 = 4x + 2 ⟹ 10 − 2 = 4x + 4x ⟹ 8x = 8
Resposta: P = (1, 0, 0).
12 Ângulo interno de um triângulo
Seja o triângulo de vértices A(−1, −2, 4), B(−4, −2, 0) e C(3, −2, 1). Determinar o ângulo interno ao vértice B.
Método. Os dois vetores têm de sair de B: use BA e BC, e não AB e BC.
BA = A − B =(3, 0, 4)BC = C − B =(7, 0, 1)
⟨BA, BC⟩ = 21 + 0 + 4 = 25
|BA| = √(9+16)= 5 |BC| = √(49+1)= √50 = 5√2
cos B̂ = 25/(5 · 5√2)= 25/(25√2)= 1/√2 = √2/2
Resposta: B̂ = 45°.
13 Produto escalar num triângulo equilátero
A, B e C são vértices de um triângulo equilátero de lado 10 cm. Calcular ⟨AB, AC⟩.
Método. Não há coordenadas. Use a fórmula geométrica: num equilátero, todos os ângulos internos valem 60°, e os lados valem 10.
⟨AB, AC⟩ = |AB|·|AC|·cos 60° = 10 · 10 ·(1/2)
Resposta: 50.
14 Soma de três produtos escalares num triângulo retângulo
Os lados de um triângulo retângulo ABC (reto em A) medem 5, 12 e 13. Calcular ⟨AB, AC⟩ + ⟨BA, BC⟩ + ⟨CA, CB⟩.
Método. Trate uma parcela de cada vez, usando o ângulo de cada vértice.
Em A: o ângulo é reto, logo ⟨AB, AC⟩ = 0.
Em B: ⟨BA, BC⟩ = |BA|·|BC|·cos B̂. Mas |BA|·cos B̂ é a projeção do cateto BA sobre a hipotenusa BC, que vale… mais simples é usar o triângulo: como o ângulo reto está em A, os catetos são AB = 5 e AC = 12 (ou vice-versa), e a hipotenusa é BC = 13. Então cos B̂ = cateto adjacente / hipotenusa = 5/13, e:
⟨BA, BC⟩ = 5 · 13 ·(5/13)= 25
Em C: cos Ĉ = 12/13, e
⟨CA, CB⟩ = 12 · 13 ·(12/13)= 144
Resposta: 0 + 25 + 144 = 169.
Observação elegante: 169 = 13², o quadrado da hipotenusa. Não é coincidência, é o Teorema de Pitágoras aparecendo de novo.
15 Os três ângulos de um triângulo
Determinar os ângulos do triângulo de vértices A(2, 1, 3), B(1, 0, −1) e C(−1, 2, 1).
Método. Um ângulo por vértice, sempre com os dois vetores saindo dele.
Vértice · Vetores · Produto escalar · Normas · cos
A · AB = (−1,−1,−4), AC = (−3,1,−2) · 3 − 1 + 8 = 10 · √18 e √14 · 10/(3√28)
B · BA = (1,1,4), BC = (−2,2,2) · −2 + 2 + 8 = 8 · √18 e √12 · 2√6/9
C · CA = (3,−1,2), CB = (2,−2,−2) · 6 + 2 − 4 = 4 · √14 e √12 · 2/√42
Resposta:
 = arc cos [10/(3√28)] ≈ 50,95°
B̂ = arc cos [2√6/9] ≈ 57,02°
Ĉ = arc cos [2/√42] ≈ 72,02°
Confira: 50,95 + 57,02 + 72,02 ≈ 180° (confere), sempre faça essa soma.
16 Ângulo dado, incógnita no vetor
Sabendo que o ângulo entre u = (2, 1, −1) e v = (1, −1, m+2) é π/3, determinar m.
Método. π/3 = 60°, e cos 60° = 1/2. Monte a equação e eleve ao quadrado.
⟨u, v⟩ = 2 − 1 −(m+2)= −m − 1
|u| = √6 |v| = √(1 + 1 +(m+2)^2)= √(m^2 + 4m + 6)
(−m−1)/[√6 · √(m^2+4m+6)] = 1/2
Elevando ao quadrado: 4(m+1)² = 6(m² + 4m + 6), ou seja 4m² + 8m + 4 = 6m² + 24m + 36, isto é 2m² + 16m + 32 = 0, ou m² + 8m + 16 = 0, cuja raiz dupla é m = −4.
Verificando o sinal (elevar ao quadrado pode criar solução falsa): com m = −4, ⟨u,v⟩ = −(−4) − 1 = 3 > 0, coerente com cos 60° > 0. (confere)
Resposta: m = −4.
17 Ângulo com um vetor da base
Calcular n para que seja de 30° o ângulo entre u = (1, n, 2) e j.
Método. j = (0, 1, 0). O produto escalar com j simplesmente extrai a coordenada y.
⟨u, j⟩ = n |u| = √(n^2 + 5)|j| = 1
n/√(n^2+5)= cos 30° = √3/2
Elevando ao quadrado: 4n² = 3(n² + 5) ⟹ n² = 15.
Resposta: n = ± √15. (A rigor, só n = +√15 dá ângulo de 30°; n = −√15 dá 150°. O gabarito do livro traz os dois.)
18 Ortogonalidade com parâmetro
Dados a = (2, 1, α), b = (α+2, −5, 2) e c = (2α, 8, α), determinar α para que a + b seja ortogonal a c − a.
a + b =(α+4, −4, α+2)c − a =(2α−2, 7, 0)
Impondo produto escalar nulo:
(α+4)(2α−2)+(−4)(7)+(α+2)(0)= 0
2α^2 + 6α − 8 − 28 = 0 ⟹ 2α^2 + 6α − 36 = 0 ⟹ α^2 + 3α − 18 = 0
Discriminante: 9 + 72 = 81. Raízes: α = (−3 ± 9)/2.
Resposta: α = 3 ou α = −6.
19 Vetor paralelo com produto escalar dado
Determinar v, paralelo a u = (1, −1, 2), tal que ⟨v, u⟩ = −18.
Método. Paralelo significa v = k·u. Substitua e ache k.
⟨k·u, u⟩ = k·|u|^2 = k·6 = −18 ⟹ k = −3
Resposta: v = −3(1, −1, 2) = (−3, 3, −6).
20 Ortogonal a um, colinear a outro
Determinar v ortogonal a u = (2, −3, −12) e colinear a w = (−6, 4, −2).
Método. Colinear a w significa v = t·w. Impor ortogonalidade a u dá ⟨t·w, u⟩ = t·⟨w, u⟩ = 0.
Mas repare:
⟨w, u⟩ =(−6)(2)+(4)(−3)+(−2)(−12)= −12 − 12 + 24 = 0
Ou seja, w já é ortogonal a u. Logo a condição vale para qualquer t, e há infinitas soluções.
Resposta: v = t(3, −2, 1), com t ∈ ℝ (usando o vetor (3, −2, 1), que é −½ de w e aponta na mesma direção).
21 Colinear com produto escalar dado
Determinar v, colinear a u = (−4, 2, 6), tal que ⟨v, w⟩ = −12, sendo w = (−1, 4, 2).
v = k(−4, 2, 6)
⟨v, w⟩ = k[(−4)(−1)+(2)(4)+(6)(2)] = k(4 + 8 + 12)= 24k = −12 ⟹ k = −1/2
Resposta: v = −½(−4, 2, 6) = (2, −1, −3).
22 Provar que um triângulo é retângulo
Provar que A(5, 1, 5), B(4, 3, 2) e C(−3, −2, 1) são vértices de um triângulo retângulo.
Método. Teste os produtos escalares nos três vértices até um dar zero.
BA = A − B =(1, −2, 3)BC = C − B =(−7, −5, −1)
⟨BA, BC⟩ =(1)(−7)+(−2)(−5)+(3)(−1)= −7 + 10 − 3 = 0
Produto escalar nulo ⟹ BA ⊥ BC ⟹ o ângulo em B é reto. Logo o triângulo é retângulo. ∎
ESTE É O IRMÃO GÊMEO DA QUESTÃO 2 DA PROVA
Mesma estrutura, números diferentes. Se você fizer este exercício com fluência, a questão 2 da P1 sai em menos de doze minutos.
Diferença: aqui só se pede a prova; na prova o professor ainda pede as normas, Pitágoras, a área pelos catetos e a área pelo produto vetorial.
23 Ortogonalidade com parâmetro
Qual o valor de α para que a = αi + 5j − 4k e b = (α+1)i + 2j + 4k sejam ortogonais?
⟨a, b⟩ = α(α+1)+ 10 − 16 = α^2 + α − 6 = 0
Discriminante: 1 + 24 = 25. Raízes: α = (−1 ± 5)/2.
Resposta: α = 2 ou α = −3.
24 Existe ângulo reto?
Verificar se existe ângulo reto no triângulo ABC, sendo A(2, 1, 3), B(3, 3, 5) e C(0, 4, 1).
Método. Teste os três vértices, sempre com os vetores saindo do vértice.
Vértice · Vetores · Produto escalar
A · AB = (1, 2, 2), AC = (−2, 3, −2) · −2 + 6 − 4 = 0
B · BA = (−1,−2,−2), BC = (−3, 1, −4) · 3 − 2 + 8 = 9
C · CA = (2,−3, 2), CB = (3, −1, 4) · 6 + 3 + 8 = 17
Resposta: sim, o ângulo reto está no vértice A.
25 Ângulos diretores possíveis?
Os ângulos diretores de um vetor podem ser 45°, 60° e 90°? Justificar.
Método. Os cossenos diretores sempre satisfazem cos²α + cos²β + cos²γ = 1 (porque são as coordenadas de um versor). Teste.
cos^245° + cos^260° + cos^290° =(√2/2)^2 +(1/2)^2 + 0^2 = 1/2 + 1/4 + 0 = 3/4
Como 3/4 ≠ 1, não podem. ∎
Resposta: não.
26 Achar o terceiro ângulo diretor
Os ângulos diretores de um vetor são 45°, 60° e γ. Determinar γ.
1/2 + 1/4 + cos^2γ = 1 ⟹ cos^2γ = 1/4 ⟹ cos γ = ± 1/2
Resposta: γ = 60° ou γ = 120°.
27 Vetor com três condições
Determinar v, sabendo que |v| = 5, v é ortogonal ao eixo Oz, ⟨v, w⟩ = 6 e w = 2j + 3k.
Método. Traduza cada condição numa equação.
Ortogonal a Oz significa ⟨v, k⟩ = 0, ou seja z = 0. Logo v = (x, y, 0).
⟨v, w⟩ = 6 com w = (0, 2, 3): 2y = 6 ⟹ y = 3.
|v| = 5: x² + 9 = 25 ⟹ x² = 16 ⟹ x = ±4.
Resposta: v = (4, 3, 0) ou v = (−4, 3, 0).
28 Vetor a partir de dois cossenos diretores
Sabe-se que |v| = 2, cos α = 1/2 e cos β = −1/4. Determinar v.
Método. As coordenadas são |v| vezes os cossenos diretores. O terceiro sai da identidade.
cos^2γ = 1 − 1/4 − 1/16 = 11/16 ⟹ cos γ = ± √11/4
v = 2·(cos α, cos β, cos γ)= 2·(1/2, −1/4, ±√11/4)
Resposta: v = (1, −1/2, ± √11/2).
29 Unitário ortogonal a um vetor dado
Determinar um vetor unitário ortogonal a v = (2, −1, 1).
Método. Há infinitas soluções. Escolha um vetor simples que anule o produto escalar e normalize. Tomando a primeira coordenada zero: ⟨(0, y, z), (2,−1,1)⟩ = −y + z = 0 ⟹ y = z. Escolha (0, 1, 1).
|(0, 1, 1)| = √2
Resposta (uma entre infinitas): (0, 1/√2, 1/√2).
30 Vetor de módulo dado, paralelo a outro
Determinar um vetor de módulo 5 paralelo ao vetor v = (1, −1, 2).
Método. Versor, depois multiplica pelo módulo pedido.
|v| = √6 versor =(1/√6, −1/√6, 2/√6)
5·versor =(5/√6, −5/√6, 10/√6)
Resposta: ± (5/√6, −5/√6, 10/√6), os dois sinais valem, porque "paralelo" admite os dois sentidos.
Racionalizando, que é como a resposta deve ser entregue (Módulo 0, seção B.3): multiplique cada coordenada por , lembrando que √6·√6 = 6.
5/√6 = 5√6/6 10/√6 = 10√6/6 = 5√6/3
Forma racionalizada: ± ( 5√6/6 , −5√6/6 , 5√6/3 ). O gabarito do livro para na forma anterior; as duas valem, mas esta é a que segue a convenção.
31 Ortogonal a dois, com módulo e sentido dados
O vetor v é ortogonal a u = (2, −1, 3) e w = (1, 0, −2) e forma ângulo agudo com j. Calcular v, sabendo que |v| = 3√6.
Método. Um vetor ortogonal a dois vetores é o produto vetorial deles (Módulo 3 do Guia). Depois ajusta-se o módulo e o sentido.
u ∧ w = | i j k ; 2 −1 3 ; 1 0 −2 | =(2, 7, 1)
|u ∧ w| = √(4 + 49 + 1)= √54 = 3√6
O módulo já é exatamente o pedido. E a segunda coordenada é 7 > 0, logo o ângulo com j é agudo, a condição está satisfeita sem trocar o sinal.
Resposta: v = (2, 7, 1).
32 Vetor com duas condições de produto escalar
Determinar v, ortogonal ao eixo Oz, que satisfaz ⟨v, v₁⟩ = 10 e ⟨v, v₂⟩ = −5, sendo v₁ = (2, 3, −1) e v₂ = (1, −1, 2).
Método. Ortogonal a Oz ⟹ z = 0, logo v = (x, y, 0). Monte o sistema 2×2.
2x + 3y = 10 e x − y = −5
Da segunda: x = y − 5. Substituindo: 2(y−5) + 3y = 10 ⟹ 5y = 20 ⟹ y = 4, e x = −1.
Resposta: v = (−1, 4, 0).
33 Vetor projeção
Determinar o vetor projeção do vetor u = (1, 2, −3) na direção de v = (2, 1, −2).
Método. Fórmula da projeção, com |v|² no denominador.
⟨u, v⟩ = 2 + 2 + 6 = 10 |v|^2 = 4 + 1 + 4 = 9
proj_(v_)u =(10/9)·(2, 1, −2)
Resposta: (20/9, 10/9, −20/9), ou seja (10/9)(2, 1, −2).
O GABARITO DO LIVRO ESTÁ ERRADO NESTE
Ele imprime (10/9)(2, 1, −1). O correto é (10/9)(2, 1, −2): a projeção sobre v é sempre um múltiplo de v, e v = (2, 1, −2). É erro de digitação do livro.
34 Comprimento de uma projeção sobre um eixo
Qual o comprimento do vetor projeção de u = (3, 5, 2) sobre o eixo dos x?
Método. Projetar sobre o eixo x é projetar sobre i = (1, 0, 0), e isso simplesmente extrai a primeira coordenada.
proj_(i_)u = ⟨u, i⟩ · i = 3i =(3, 0, 0)
Resposta: 3.
35 Cossenos diretores do vetor oposto
Se AB tem cossenos diretores p, q, r e ângulos diretores α, β, γ, quais são os cossenos e os ângulos diretores de BA?
Método. BA = −AB. Multiplicar por −1 troca o sinal de todas as coordenadas, logo troca o sinal de todos os cossenos diretores. E cos(180° − θ) = −cos θ.
Resposta: os cossenos diretores de BA são −p, −q, −r, e os ângulos diretores são π−α, π−β, π−γ.
36 Demonstração: soma ortogonal à diferença
Mostrar que, se u + v é ortogonal a u − v, então |u| = |v|.
Demonstração.
Por hipótese, ⟨u + v, u − v⟩ = 0. Abrindo pela distributiva:
⟨u,u⟩ − ⟨u,v⟩ + ⟨v,u⟩ − ⟨v,v⟩ = 0
Como o produto escalar é comutativo, ⟨u,v⟩ = ⟨v,u⟩ e os dois termos do meio se cancelam:
⟨u,u⟩ − ⟨v,v⟩ = 0 ⟹ |u|^2 = |v|^2
E como normas são não negativas, |u| = |v|. ∎
Leitura geométrica: u + v e u − v são as duas diagonais do paralelogramo formado por u e v. As diagonais só são perpendiculares quando o paralelogramo é um losango, isto é, quando os lados têm o mesmo comprimento.
37 Demonstração: ortogonal a dois, ortogonal à soma
Mostrar que, se u é ortogonal a v e a w, então u é ortogonal a v + w.
Demonstração.
Por hipótese, ⟨u, v⟩ = 0 e ⟨u, w⟩ = 0. Pela distributiva:
⟨u, v + w⟩ = ⟨u, v⟩ + ⟨u, w⟩ = 0 + 0 = 0
Logo u é ortogonal a v + w. ∎
38 Módulo da soma e da diferença, sem coordenadas
Calcular |u + v| e |u − v|, sabendo que |u| = 4, |v| = 3 e o ângulo entre u e v é de 60°.
Método. Eleve ao quadrado e abra usando ⟨v,v⟩ = |v|².
Primeiro o produto escalar: ⟨u, v⟩ = 4 · 3 · cos 60° = 12 · ½ = 6.
|u+v|^2 = |u|^2 + 2⟨u,v⟩ + |v|^2 = 16 + 12 + 9 = 37
|u−v|^2 = |u|^2 − 2⟨u,v⟩ + |v|^2 = 16 − 12 + 9 = 13
Resposta: |u + v| = √37 e |u − v| = √13.
39 Produto escalar de combinações
Sabendo que |u| = 2, |v| = 3 e que u e v formam ângulo de 3π/4 rad, determinar |⟨2u − v, u − 2v⟩|.
Método. Abra pela distributiva e substitua.
3π/4 = 135°, e cos 135° = −√2/2. Então:
⟨u, v⟩ = 2 · 3 ·(−√2/2)= −3√2
Abrindo:
⟨2u − v, u − 2v⟩ = 2⟨u,u⟩ − 4⟨u,v⟩ − ⟨v,u⟩ + 2⟨v,v⟩ = 2|u|^2 − 5⟨u,v⟩ + 2|v|^2
= 2(4)− 5(−3√2)+ 2(9)= 8 + 15√2 + 18 = 26 + 15√2
Como 26 + 15√2 > 0, o módulo não muda nada.
Resposta: 26 + 15√2 ≈ 47,21.
40 A identidade da questão 4 da prova
Determinar ⟨u,v⟩ + ⟨u,w⟩ + ⟨v,w⟩, sabendo que u + v + w = 0⃗, |u| = 2, |v| = 3 e |w| = √5.
Método. Este é o exercício mais importante da lista para a P1. Faça-o das duas maneiras.
Caminho 1, a demonstração do zero
Como u + v + w = 0⃗, o quadrado da norma dessa soma é zero:
|u + v + w|^2 = ⟨u+v+w, u+v+w⟩ = 0
Abrindo pela distributiva, com os termos cruzados aparecendo duas vezes cada:
|u|^2 + |v|^2 + |w|^2 + 2(⟨u,v⟩ + ⟨u,w⟩ + ⟨v,w⟩)= 0
Isolando:
⟨u,v⟩ + ⟨u,w⟩ + ⟨v,w⟩ = −½(|u|^2 + |v|^2 + |w|^2)
Caminho 2, substituindo os números
= −½(2^2 + 3^2 +(√5)^2)= −½(4 + 9 + 5)= −½(18)
Resposta: −9.
ESTE EXERCÍCIO É O ITEM (I) DA QUESTÃO 4 DA PROVA
A identidade que você acabou de deduzir no Caminho 1 é exatamente a identidade (I) que o item (i) da questão 4 manda provar, só que lá os vetores são genéricos, e aqui vêm com números.
Faça este exercício duas vezes. Na segunda, escreva só a dedução, sem números. Isso é o item (i), pronto.
41 Vetor ortogonal a dois, com módulo e sentido
O vetor v é ortogonal a a = (1, 2, 0) e b = (1, 4, 3) e forma ângulo agudo com o eixo dos x. Determinar v, sabendo que |v| = 14.
Método. Produto vetorial, depois ajusta módulo e sinal.
a ∧ b = | i j k ; 1 2 0 ; 1 4 3 | =(6, −3, 2)
|a ∧ b| = √(36 + 9 + 4)= √49 = 7
Para módulo 14, basta dobrar:
v = 2(6, −3, 2)=(12, −6, 4)
A primeira coordenada é 12 > 0, logo o ângulo com o eixo x é agudo. (confere)
Resposta: v = (12, −6, 4).
TABELA DE RESPOSTAS, CONFERÊNCIA RÁPIDA
Cap. 2 · Resposta · Cap. 2 · Resposta
1 · (1, −2) · 9 · (1, 1, 1)
2a · (−15/2, 15/2) · 10 · a₁ = 2, a₂ = −3
2b · (23/5, −11/5) · 11 · a = 3/2, b = −9/2
3 · (−4,1); (2,5); (−5,−30) · 12 · a) sim b) não
4 · a = −4/3, b = −3/4 · 13 · a = −3, b = 13
5 · k₁ = −1, k₂ = 2 · 14 · AB = DC = (1,1,2)
6 · D(4, −4) · 15 · (−5, −1, −4)
7 · P(3, −4, −1/2)
8 · (14, −10, −6)
Cap. 3 · Resposta · Cap. 3 · Resposta
1 · a = 2 · 22 · ⟨BA, BC⟩ = 0
2 · (−17, −13, −15) · 23 · −3 ou 2
3 · (1, 1, 1) · 24 · ângulo reto em A
4 · (7/9, 4/9, 4/9) · 25 · não
5 · u não; v sim · 26 · 60° ou 120°
6 · ± √5/5 · 27 · (4,3,0) ou (−4,3,0)
7 · −4 ou −5 · 28 · (1, −1/2, ±√11/2)
8 · 3 ou −13/5 · 29 · (0, 1/√2, 1/√2)
9 · −1 ou −3 · 30 · ±(5/√6, −5/√6, 10/√6)
10 · 2(√11 + √3) · 31 · (2, 7, 1)
11 · P(1, 0, 0) · 32 · (−1, 4, 0)
12 · 45° · 33 · (10/9)(2, 1, −2)
13 · 50 · 34 · 3
14 · 169 · 35 · −p, −q, −r ; π−α, π−β, π−γ
15 · ≈ 50,95° ; 57,02° ; 72,02° · 38 · √37 e √13
16 · m = −4 · 39 · 26 + 15√2
17 · ± √15 · 40 · −9
18 · 3 ou −6 · 41 · (12, −6, 4)
19 · (−3, 3, −6)
20 · t(3, −2, 1), t ∈ ℝ
21 · (2, −1, −3)
PRÓXIMO PASSO
Abra o Volume 2, capítulo 3, exercícios 42 a 75: produto vetorial, área, produto misto e volume. É a parte que decide as questões 1, 2 e 3 da prova.
Autor: Ulysses Cesar
© 2026 Ulysses Cesar. Todos os direitos reservados. Reprodução, distribuição ou venda proibidas sem autorização escrita do autor (Lei 9.610/1998).
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